21 abril 2007

Dancemos e encantemo-nos...


Ontem fui assistir a um espectáculo de dança, integrado no mês da Dança, promovido pela Câmara Municipal de Vila do Conde. O espectáculo foi protagonizado pelos alunos de uma Academia de Dança, Gimnoarte, que se mostraram verdadeiros profissionais na arte das pontas. Excelentes executantes, harmoniosas coreografias e, até o cuidado no guarda roupa não se fez rogar. Voamos pelas histórias de encantar da Walt Disney, fomos transportados à Cidade Luz e aos seus cabarets, terminando nos hits do discossound actual.
A graciosidade das danças fizeram-me voar sem sair da cadeira do auditório, repleto de familiares orgulhosos (e ruidosos) pelos feitos dos seus rebentos.
Como sonhadora, fixei-me nas histórias de encantar!

Caucau

18 março 2007

Cativar para enlaçar


"...«Cativar» quer dizer o quê?
É uma coisa de que toda a gente se esqueceu - disse a raposa. - Quer dizer «criar laços»...
Criar laços?
Sim, laços - disse a raposa. - Ora vê: por enquanto tu não és para mim senão um rapazinho perfeitamente igual a cem mil outros rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Por enquanto eu não sou para ti senão uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativares, passamos a precisar um do outro. Passas a ser único no mundo para mim. E eu também passo a ser única no mundo para ti...
(...)Só conhecemos o que cativamos - disse a raposa. - Os homens deixaram de ter tempo para conhecer o que quer que seja. Compram as coisas já feitas aos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens deixaram de ter amigos. Se queres um amigo, cativa-me!
E tenho que fazer o quê? - disse o princepezinho.
Tens de ter muita paciência. Primeiro, sentas-te longe de mim, assim, na relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não dizes nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas podes-te sentar cada dia um bocadinho mais perto..."


in "O Princepezinho", Antoine de Saint-Exupéry

22 fevereiro 2007

Sabes... talvez fusão?!

Sabes quando duas coisas se unem, mas conservam a sua identidade pessoal, reforçando-a?
Sabes quando não identificas onde começas tu e acaba o outro e vice-versa, e isso não te despersonaliza, só te torna mais completo?
Sabes quando as tuas alegrias reforçam as minhas?
Sabes quando as tuas mágoas e agonias me colocam no caminho de contigo engendrar soluções para as converter positivamente?
Sabes quando o teu silêncio é também sinal sonoro?
Sabes quando o sentir-te escusa palavras?
Sabes quando sintonizo o que sentes e pensas, diria, quando telepaticamente comunicamos?
Sabes quando a imensidão do afecto ultrapassa a barreira do teu corpo físico?
Sabes quando não precisas de nada para teres mesmo tudo?
Sabes quando fazemos das banalidades quotidianas coisas deveras especiais?
Sabes quando partilhar é expressão do dia-a-dia?
Sabes quando a interdependência surge como mais valia?
Sabes quando os teus sorrisos rasgados me enchem a alma?
Sabes quando o respeito não é exigido mas se torna devido?
Sabes quando a tua luz me ilumina?
Sabes quando a confiança acontece?
Sabes, talvez possamos chamar-lhe
fusão?!...


Caucau

07 fevereiro 2007

(Um) Caminho...


"Sem saber se o tempo existia, se aquele desfilar durara um segundo ou cem anos, se existia um Siddartha ou um Gautama, um Eu e outros, profundamente ferido por uma seta divina que lhe causava prazer, profundamente fascinado e exaltado, Govinda permaneceu ainda um momento inclinado sobre o rosto pacífico de Siddartha, que acabara de beijar, o rosto que fora o palco de todas as formas presentes e futuras. O seu semblante não se modificara, depois do espelho das mil formas se ter apagado da superfície. Sorria pacífica e ternamente, talvez muito graciosamente, talvez muito ironicamente, tal qual como o Sábio sorria. Govinda fez uma vénia profunda, enquanto lágrimas incontíveis lhe deslizavam pelo rosto velho. Avassalava-o um sentimento de grande amor, da mais humilde veneração. Inclinou-se muito, até ao chão, defronte do homem imóvel, cujo sorriso lhe recordava tudo quanto jamais amara, tudo quanto jamais fora valioso e santo na sua vida."

in Siddartha, Hermann Hesse

05 fevereiro 2007

À Sorte!


Quase lhe chamaria sorte,

encontrar o Norte

sem tão pouco o procurar!


À sorte nos entregamos,

sem medo dos mortos

que fomos capazes de enterrar.


Imprudente, dizem do amor,

mas esse é o seu esplendor

que a sorte nos fez encontrar!


Caucau

03 fevereiro 2007

Sempre Elis!


Aproveitando as comemorações dos 25 anos volvidos sobre a morte de Elis Regina, deixo aqui este singelo apontamento enquanto sua fã.
Tinha uns 19 anos quando pela primeira vez escutei a mestria da sua voz. A sensação foi de arrepio.
A união da virtuosidade técnica à expressão, sublime, dos sentimentos, soaram-me a magia. Não se explica, sente-se.
A emoção, a energia, a ira, a revolta, o sarcasmo, a sátira, a liberdade, a inteligência, a sensualidade, o doce disfarçado de amargo apresentaram-ma como uma "força da Natureza".
A lucidez de uma mulher, de uma artista, que tão incomodamente aproveitava as inúmeras entrevistas para trazer à ribalta os atropelos sobre os Direitos Humanos, ainda hoje tão presentes, no país que a viu nascer.
Ontem, hoje e sempre o meu ouvido e a minha alma continuam a solicitá-la, devotamente!

Caucau

Deixo aqui alguns excertos de entrevistas realizadas à "Pimentinha":

"Ela é uma mutante confessa:

Eu sou meio mutante mesmo, mas antes eu me sentia um pouco perdida. Aquilo que eu estava fazendo não combinava com o tipo de música que eu estava querendo cantar. Aquele negócio de você ver o capim crescer na sua casa sem tomar providência nenhuma. Um dia você se dá conta e o capim já virou mato e aí você sente que está emaranhada nele. Então tem que cortar o mato. É difícil mas é bom porque você se deu conta, entende? (Zero Hora/ 1974)

Uma permanente pesquisadora:

Aprendi que a vida é feita de dois lados. Você precisa conhecer o lado torto para conhecer o lado bonito. Então, nesse sentido, todas as experiências pelas quais nós passamos são absolutamente válidas (O Globo/76)

Uma criatura preocupada:

De excelentes cantoras o Brasil e o mundo andam cheios. A mim não me interessa ser uma boa cantora a mais. Quero o usar o dom que a Mãe Natureza me deu pra diminuir, com ele, a angústia de alguém. Essa idéia é que pode dar sentido ao meu trabalho. E é por isso que cultivo essa idéia com carinho, todo dia (Correio do Povo/ 75)

Uma grande amiga:

Eu só acredito em trabalho em conjunto e sou do tempo em que os grupos se reuniam. E minha maior preocupação era realmente fazer com que meu grupo fizesse por onde merecer esse nome (Última Hora/76)

Uma pessoa de fé:

Quero sofrer tudo até a última gota, quero tudo a que tenho direito – as coisas boas e ruins – e não pretendo deixar nada pra ninguém (Jornal do Brasil/ 76)"

23 janeiro 2007

Eles não se entendem mesmo!
















"Sabes, eles não se entendem. Andam há um ano no Tribunal a lutar pelo meu poder paternal. Imagina, já mudaram de advogados três vezes. Não se entendem mesmo!"


Carolina, 6 anos (nome fictício)

Enquanto "eles não se entendem", as crianças parecem ter que continuar a entende-los, precocemente demais, por imposição de uma Justiça que continua longe de defender os seus superiores interesses. Uma Justiça que ainda os apelida de "menores", negando-lhes demasiadas vezes o ser criança, enquanto sujeito de direitos e deveres. Negando-os como cidadãos e elegendo-os a troféu deste esgrimir de nadas face a seres que podem ainda ser tudo! Coloquemo-nos de cócoras, escutemo-los, sejamos capazes de compreender tudo o que os seus sorrisos, ou a ausência deles, encerram. Talvez assim haja "domingo no mundo"e eles finalmente entendam que os filhos não são feudos!

Caucau


17 janeiro 2007

Não à Manipulação das Emoções!


Há 9 anos atrás, encetando a vintena da vida, votei no referendo sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez.
Para mim, o direito ao voto sempre assumiu o sentido de dever de participação e de responsabilidade cívica. Além de que, reportando-me à história político-social portuguesa, este direito, para as mulheres, representa um marco nas lutas feministas contra a discriminação entre sexos, contra a inferioridade da mulher.
Mas, encerrando o parêntesis histórico, e regressando à reflexão sobre o aborto, ou assepticamente denominado “interrupção voluntária da gravidez”, devo dizer que este era um tema de conversa frequente nas animadas tardes passadas no “bar do Geninho”, a par de tantas outras discussões tão efusivas quanto construtoras de uma consciência social, sobre a pena de morte, a eutanásia, a despenalização da utilização de drogas, a adopção…sobre a(s) vida(s)!
Na época, estudante de Serviço Social, activa e muito revolucionária no que respeita aos direitos humanos, esta era uma questão que me suscitava particular interesse, apelava à minha condição de mulher, de cidadã, de activista pelos direitos humanos e enquadrava-se no compromisso há muito assumido em prol da justiça social. Hoje, exercendo uma profissão desde a sua génese comprometida com os direitos humanos e de matrimónio indissolúvel com a justiça social, ainda que menos revolucionária(!), o destaque que o tema reclama é o mesmo, infelizmente!
O aborto clandestino continua a existir! Para umas tantas mulheres, realizado em sofisticadas clínicas, maioritariamente sediadas em terras espanholas. As “outras”, a quem quotidianamente escuto as vidas, demasiadas vezes, espartilhadas, fazem-no clandestinamente num “vão de escadas”, por habilidosos sem escrúpulos e, empenham-se aos vizinhos e familiares mais afortunados para o poderem pagar. Não raras vezes ficam com sequelas para a vida - infertilidade e morbilidade- quando esta não lhes é ceifada.
Deste modo, entendo que votar sim neste referendo não é um não à vida, é sim um grito contra o aborto clandestino enquanto problema de saúde pública, contra as perseguições, os julgamentos, a hipocrisia e o fundamentalismo.
O sim encerra em si a responsabilidade pública da defesa e promoção de um investimento efectivo:

  • na educação sexual nas escolas (a começar pelos Jardins de Infância), diria mesmo, na educação no seu sentido mais lato;
  • no Sistema Nacional de Saúde, facultando a acessibilidade a consultas de saúde sexual e reprodutiva, em tempo útil e de qualidade, e mantendo a gratuidade na disponibilização de métodos contraceptivos;
  • na não discriminação entre as mulheres, independentemente do meio sócio-económico do qual provêem;
  • na igualdade de oportunidades entre géneros;
  • numa política social de apoio às famílias.

A questão do aborto ultrapassa qualquer ideologia política e qualquer crença religiosa, é uma questão de humanidade, de cidadania e de democracia.
Em 1998 disse sim à dignidade e à justiça, recusando todo o fundamentalismo expresso nas campanhas (des)informativas, volvidos 9 anos, reiterarei o sim a uma dignidade e justiça que têm vindo a ser adiadas neste país!

Caucau

15 janeiro 2007

O Direito à Defesa...



Para todos aqueles que reclamam a actualização deste blog apraz-me referir que:
  • o tempo é finito, logo há que saber rentabilizá-lo;
  • a energia tem limites, logo há que canalizá-la eficientemente;
  • a construção faz-se na interacção com o(s) outro(s), logo faz-se na vida "real";
  • os sentimentos exprimem-se, mas o seu sentido mais amplo decorre da experimentação;
  • os afectos requerem todos os sentidos, aqui alguns estão-me vedados;
  • o meu único compromisso é ser feliz ... e os blogs sabem esperar, de resto, os amigos também!
Caucau

24 dezembro 2006

Nós...ou o que chamam PAZ!


Desejaram-me, por inúmeras vezes, com sincero afecto e elevada estima, que os meus sonhos se tornassem realidade. Hoje, entendo que este é um desejo tão modesto quanto sentido, face ao que a realidade é capaz de proporcionar! A realidade superou o melhor do meu mundo onírico!
Apesar de alguma capacidade de retórica e de oratória, de que me apontam detentora, as palavras limitam, as reflexões surgem-me vãs! Escuso-me às palavras face à imensidão do sentir-te, do sentirmo-nos... em simbiose, em PAZ!
Caucau

01 dezembro 2006

Labirinto ou não foi nada


Talvez houvesse uma flor
aberta na tua mão.
Podia ter sido amor,
e foi apenas traição.
É tão negro o labirinto
que vai dar à tua rua. . .
Ai de mim, que nem pressinto
a cor dos ombros da Lua!
Talvez houvesse a passagem
de uma estrela no teu rosto.
Era quase uma viagem:
foi apenas um desgosto.
É tão negro o labirinto
que vai dar à tua rua...
Só o fantasma do instinto
na cinza do céu flutua.
Tens agora a mão fechada;
no rosto, nenhum fulgor.
Não foi nada, não foi nada:
podia ter sido amor.


David Mourão Ferreira

23 novembro 2006

A borboleta do amor pela mão do "Escritor de Canções"...


Definição do Amor
"Amor é fogo que arde sem se ver
é ferida que doi e não se sente
é um contentamento descontente
é dor que desatina sem doer"
(Camões)
Que o poeta de todos os poetas
me conceda boa estrela
que a estrela de todos os astros
me premeie na lapela
prémios de honor
prefiro os muitos
oferecidos pelas mãos do amor
coroando o amor e seus heterónimos
nem vão caber nos Jerónimos
Amores anónimos não há
e assim foi pela madrugada
mesmo que seja um "assim fosse"
vou nomear-te namorada
ninguém já soube o que é o amor
se o amor é aquilo que ninguém viu
uma cor que fugiu
de um pano leve
e pairou serena e breve
no ar
(Pousa agora, borboleta
na pena deste poeta:)
É uma cor que dá na vida
o amor
é uma luz que dá na cor
É uma cor que dá na vida
o amor
é uma luz que dá na cor
mas é uma batalha perdida
que se trava com ardor
é uma cor que dá na vida
o amor
dor que desatina sem doer
Se devagar se vai ao longe
devagar te quero perto
mesmo que o que arde nunca cure
vou beijar-te a sol aberto
é já dos livros que o instante
se parece tanto com a eternidade
e que o amor, na verdade
só se cansa de ti
se de ti mesmo te cansas
Mordidas mansas, emoções
suspiros densos, afagares
liberto das definições
o amor define os seus lugares
ilhas desertas até ver
ver o sol, a chuva
o arco do corpo
arco-íris, corpo a corpo
cara a cara, cor a cor
incandescendo o olhar
(Pousa agora, borboleta
na pena deste poeta:)
É uma cor que dá na vida
o amor...
E ao pôr o dedo nas feridas
que supúnhamos curadas
provas de fogo atravessamos
no mar alto festejadas
não se controla o inesperado
nem se diz o indizível do amor
uma cor que fugiu
de um pano leve
e pairou serena e breve
no ar
(Pousa agora, borboleta
na pena deste poeta:)
É uma cor que dá na vida
o amor...

Sérgio Godinho, in Na Vida Real

17 novembro 2006

30 outubro 2006

As emoções que a razão deve (re)conhecer


“(…)Andava a adiar este contacto mas, subi as escadas e ela estava lá em cima, apanhou-me no corredor e, durante para aí umas 2 horas, contou-me tudo, desde a primeira vez que a levou ao hospital até ela morrer. No fim, ainda puxou do telemóvel para me mostrar uma fotografia da filha no caixão! Eu já estava angustiada e, aí não me contive e, desatei a chorar à frente dela. Sei que não o devia ter feito e não sei o que se passa comigo e me levou a não ter capacidade para lidar com esta situação(…)”.

A propósito do apelidado “profissionalismo”, uma colega verbalizava, angustiosamente, este episódio que teve lugar na prática do seu exercício profissional. Ela havia iniciado acompanhamento social a esta senhora e respectiva família, aquando do nascimento da sua segunda filha. A segunda graça desta senhora tinha nascido sob o signo da desgraça de uma patologia genética, nunca identificada durante a gestação, que obrigava a especiais cuidados de saúde. A precária situação económica da família, aliada à insalubridade da habitação onde residiam, tornou obrigatória uma perspectiva de saúde que ultrapassasse o tão ainda enraizado modelo bio-médico, chamando a intervir outros técnicos, que não médicos.
Mas não é a discussão sobre uma intervenção multidisciplinar a de que me ocupo hoje, essas barreiras epistemológicas caberão, certamente, a um outro momento.
Uma análise linear deste episódio pode ocasionar uma reprovação imediata, assim como o velho ditado não admite que um homem chore, menos admissível é que o choro venha de um profissional no exercício da sua actividade. Esta humanidade está-lhe vedada nesta sociedade tecnicista.
Ninguém fica indiferente à morte, menos ainda quando esta ceifa vidas em início de percurso. As crianças, ao olhar adulto, trazem consigo uma redoma protectora que as apresenta como seres imortais, fazendo absurdo qualquer percalço.
Por isso, amiga, não te escudes na técnica para te escusares a ser humana e continua a inquietar-te, porque é vital enquanto garantia de um agir emocionalmente inteligente! E, se a tua humanidade deu lugar ao choro, que tantas vezes foi riso, então é porque ainda és capaz de continuar!

14 setembro 2006

Por terras de Saramago!

El Golfo - Lanzarote; Foto por Caucau

Eis-me em terras de nuestros hermanos...porém, atenta ao que se passa em terras lusas!
Parece-me, no entanto, que nada se tem passado de realmente significativo!!
Percebo porque o Saramago se mudou para cá!! Aqui valoriza-se o que de mais belo a Natureza construiu, aliando a essa beleza pequenos retoques do homem pela mão de um Mestre chamado César Manrique. Aqui vive-se harmonia entre progresso e natureza, entre Homem e Terra.

07 agosto 2006

No Breu

Convento de Alpendurada; Foto por Caucau

Estava o amor acomodado
no breu do sótão dos afectos
e tu ardilosamente iluminaste-o!
Chamaste-o à ribalta da vida,
conferiste-lhe forma, cor e odor.

Incrédula, quase acreditei!
Mas a artificialidade da luz corrompeu-o.
Recomendaram-te prudência
e tu não te rogaste ao conselho,
rogaste-nos ao amor!

Circunstancialmente humanos,
inevitavelmente frágeis,
exigia-se protecção
face a tão inebriante sentimento.
E eu que embora frágil, sou ágil!

Lúcida e imprudente,
frágil e ágil,
racional e emocional,
profetizo a luz que focará
outros amores... profetizo-nos!

Caucau